lá pelas tantas, na metade do caminho, já que não tive resposta, decidi ligar pra saber onde eu encontrava a criatura: se na casa dele ou se na casa da tia. e a conversa foi assim:
– oi! eu te encontro aí ou na sua tia?
– já saiu de casa?
– já, você não?
– puts...
– posso ir praí, se for o caso.
– eu não avisei? é jantar.
em seguida, as mensagens "puts foi mal // achei q tinha avisado". não, meu amigo, você não avisou. você, aliás, nunca avisa. e pra uma vacilada dessas, que me tirou da cama, me fez dirigir inutilmente, me fez passar estresse e xingar o caminho de volta inteiro numa chuva desgracenta "foi mal" não resolve! "foi mal" não é "desculpa". sim, que foi mal é óbvio. mas e aí, culpa sua? você quer pedir perdão? então, tira sua tradicional veste de orgulho e fala em alto, honesto e bom som: des-cul-pa.
qual o problema nisso? é vergonhoso pedir desculpas? é sinal de fraqueza? de impotência? fere o ego? eu honestamente não sei. meus pais me ensinaram como quem ensina a pedir "por favor" e a falar "obrigada", junto com as boas maneiras. assim como essas palavras, dizer "me desculpa" não mancha meu orgulho. errei, então me desculpa. desculpa. desculpa.
e quando eu respondi "não, não avisou", nada veio. sinal de que ele, continuou lá, maravilhoso deitado, tentando dormir, afinal também tinha passado a noite em claro. sem o menor peso na consciência, sem a menor culpa. então, pra que pedir desculpas afinal? foi mal.
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